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Os 7 passos para garantir o bom andamento na gestão da análise ergonômica e evitar que o trabalho vá parar na gaveta

July 29, 2016

 

A não ser que seu objetivo seja única e exclusivamente atender a legislação, trabalhar a gestão da análise ergonômica do trabalho ou como é mais conhecido o “laudo ergonômico” é fundamental para que todo o trabalho feito não tenha sido em vão.

 

Em muitos casos, dependendo do que foi entregue, até mesmo o objetivo medíocre de “apenas atender a lei”, pode ir para o ralo. Já presenciei e não foi uma ou duas vezes, trabalhos não serem aceitos porque o profissional responsável tecnicamente ou administrativamente pela empresa não soube explicar para o auditor (entenda auditor do MTE ou de Certificação), como funcionava a metodologia ou como as ações propostas seriam colocadas em prática.

 

O resultado possível de ser alcançado quando se tem em mãos uma análise ergonômica bem feita é tanto intangível quanto tangível, ou seja, pode-se medir e justificar ganhos que vão além da preservação dos aspectos psicofisiológicos dos trabalhadores, passando pelo resguardo jurídico e atingindo ganhos nos processos e na produtividade da empresa.

 

Para saber mais sobre como deve ser uma Análise Ergonômica do Trabalho eficiente e eficaz, vai aqui e baixe nosso e-book gratuitamente >http://ergotriade.com.br/acervo-2-0/

 

No artigo de hoje vamos falar sobre os 7 passos que todo gestor deve trabalhar após ter em mãos uma Análise Ergonômica do Trabalho.

 

Passo 1. Valide e gerencie o plano de ações

Exija que a Análise Ergonômica seja apresentada antes da impressão e entrega. Essa etapa é fundamental para que a empresa valide as ações e tenha certeza que entende o que está sendo proposto. Após essa etapa, deve haver um desdobramento e migração das ações propostas na AET para um sistema que você já utiliza, seja uma simples planilha em Excel ou um programa específico como SAP, Microssiga, no padrão reconhecido e validado do 5W2H.

Sobre o 5W2H: Sigla em inglês para: What (O que); Who (Quem); When (Quando); Why (Por que); Where (Onde); How Much (Quanto $) e How (Como).

 

Passo 2. Faça a lição de casa

É impossível que ao término de um trabalho que envolve o levantamento e a análise de máquinas, equipamentos, arranjo físico, pessoas, não reste nenhuma lição de casa para que os profissionais de diversas áreas (da qualidade, da segurança, do processo, dos recursos humanos), tenham que  se aprofundar. Após validar e desdobrar as ações deve-se iniciar os estudos de viabilidade e o desenvolvimento dos projetos propostos (justificar as decisões tomadas, usar a prática de benchmarking da própria empresa em outras unidades ou buscar boas práticas em empresas do mesmo ramo).

Esse talvez seja o passo mais importante para garantir que as ações irão sair do papel. Escrever um plano de negócios, no modelo do Canvas, por exemplo, e envolver a alta administração da empresa é fundamental para a valorização não só do investimento feito para se ter a AET como dos profissionais envolvidos no projeto.

 

Caso tenha interesse em adquirir a gravação do web seminário onde falamos sobre Gestão de Ergonomia e Como fazer um Plano no modelo de Canvas, com um total de 4 horas de duração, além de muitos outros temas.

 

Passo 3. Teste antes, comece por um piloto

Mesmo que você tenha em mãos um plano de ações que foi bem pensado, que passou pela validação de diversos profissionais da empresa, qualquer mudança no processo ou arranjo físico ou a aquisição de uma ferramenta, máquina ou equipamento, mesmo que seja um simples suporte para os pés ou um banco semi-sentado, deve ser testado previamente. E de preferência deve-se implementar a ação em uma área piloto, com o envolvimento (por escrito) dos funcionários do posto. O ser humano é resistente a mudanças por natureza, mesmo que essa seja para melhor. Pergunte para quem mudou de um carro manual para um automático se a aceitação foi imediata, tranquila. Toda mudança requer um tempo para adaptação. E não respeitar essa característica cultural, social, psicológica e fisiológica, pode colocar tudo a perder.

Caso você queira ter acesso ao nosso formulário de teste de equipamento ergonômico e muitos outros documentos abertos, em formato Excel, Power Point ou Word, vai aqui > http://ergotriade.com.br/assine/

 

Passo 4. Mostre resultados

Toda a empresa tem por obrigação crescer e lucrar, esse máxima deve ser aceita e praticada diariamente não só pelos empresários e diretores, como por todos os envolvidos em cada etapa de um processo.

Sendo assim, toda gestão que se preze deve ter seus investimento justificados, não só pelo cumprimento do que é certo, por força de lei ou por aspectos sociais, mas também por contribuir para a produtividade e consequentemente para o lucro no final do mês. O gestor responsável pela saúde e segurança do trabalho também pode e deve calcular a eficácia e os possíveis ganhos em relação do antes e depois (seja na qualidade, no processo, na segurança, e se possível com números e valores em R$).

 

Passo 5. Homologar, normatizar, padronizar e treinar todos os envolvidos

Uma ação não termina na instalação de uma máquina, equipamento ou na mudança de um arranjo físico. É preciso certificar-se de que todos os envolvidos direta e indiretamente no processo estão por dentro das mudanças e sabem o que se espera deles. Esse envolvimento deve fazer parte da rotina da gestão, desde a etapa do projeto, e no papel.

 

Passo 6. Faça mais com menos

Multiplique as ações para os demais setores que apresentam problemas semelhantes (onde haja o mesmo equipamento ou processo). Utilize o conceito de Pareto 80×20 ou da curva ABC. Para ler nosso artigo sobre o conceito de Pareto na gestão da ergonomia, vai aqui >http://ergotriade.com.br/como-resolver-20-das-causas-que-geram-80-dos-problemas-de-ergonomia-na-sua-empresa/

 

Passo 7. Promova o Kaizen

Após cumprir todas essas etapas, deve ser feita a revisão da análise ergonômica do posto que foi adequado. Além de enfatizar as melhorias, a empresa mostra que existe um programa de continuidade e que os riscos são monitorados e controlados. Essa revisão não precisa esperar 12 ou 24 meses. Ela pode e deve ser feita logo após a mudança ter ocorrido. As vantagens quando se faz o acompanhamento gradativo, sem esperar que haja um acúmulo de trabalho, é que o valor pago é sensivelmente reduzido, já que você irá pagar pela revisão de 1, 2, 3 postos e não pelos 100 postos da empresa, o documento se mantém sempre atualizado, as pessoas veem resultado naquilo que está sendo feito e os ganhos passam a ser mais visíveis para todos, dos operadores aos diretores.

 

Agora, quando você for planejar a gestão da sua Análise Ergonômica, não deixe de pensar e aplicar esses 7 passos. Você, os funcionários e a empresa de forma geral, só têm a ganhar.

 

É isso ai, um ótimo final de semana e vamos pra cima!!!

 

 

 

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