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A Gestão de Ergonomia que toda empresa pode fazer agora mesmo.

July 29, 2016

A Gestão de Ergonomia que toda empresa pode fazer.

 

 

 

Como utilizar o conceito de Pareto para trabalhar a Gestão de Ergonomia independente do Budget que você tem ou gostaria de ter.

 

Já estamos no segundo mês de 2014 e você está fazendo as contas para decidir o que vai ser feito esse ano e muito provavelmente a Ergonomia, mais uma vez, vai ficar para trás.

 

Se você está passando por essa situação ou já passou em algum momento, saiba que você não está sozinho. Esse é um erro muito comum que os gestores acabam cometendo todos os anos.

 

5 erros na forma de pensar que fazem com que os gestores joguem a Ergonomia pra escanteio:

 

  1. Falta de budget (grana curta). Afinal, Ergonomia é caro.

  2. Falta de conhecimento de como a coisa poderia ser conduzida (gestão).

  3. Distorção da realidade (quando alguém cobrar, a gente faz).

  4. Experiências ruins com serviços feitos no passado que custaram caro e acabaram na gaveta (medo de errar novamente).

  5. Uma mistura de tudo isso.

 

A questão é que muitas vezes esses pensamentos são válidos. Trabalhar Ergonomia sob o ponto de vista de Gestão ainda é muito novo no Brasil e por que não, no mundo.

 

Conversando com profissionais da área aqui no Canadá, e vendo artigos e cursos disponíveis, dá para notar que ninguém vê a Ergonomia dentro do ponto de vista da gestão, a coisa é tratada como causa e efeito.

 

O objetivo deste post é mostrar que a coisa não é bem assim, quebrar os paradigmas, e ajudar você a olhar para as mesmas coisas de uma maneira diferente.

 

Não dá para ficar de braços cruzados ou continuar só mandando e-mails para a direção da empresa, certo? Você precisa fazer algo a respeito esse ano, e não adianta gastar dinheiro com mais um documento que vai parar na gaveta.

 

Pronto para pensar fora da caixa? Então vamos pra cima! Boa leitura.

 

 

A gestão de Ergonomia que toda empresa pode fazer.

 

Desmistificando o primeiro mito: Ergonomia é cara!

 

Ergonomia é cara. Esse é o primeiro erro que os gestores cometem quando deixam de lado um projeto de ergonomia.

 

Ergonomia deve ser trabalhada sob demanda. Pode parecer estranho, mas muitas empresas não tem nenhuma análise ergonômica, que é o básico, porque o orçamento que receberam está fora do budgetprevisto e existem pelo menos 10 documentos na frente. Mas, essa mesma empresa paga todos os anos para renovar o PPRA, ou apenas mudar a assinatura e data.

 

Um exemplo prático de como trabalhar a Ergonomia sob demanda:

 

Se sua empresa tem 100 diferentes postos de trabalho, você não precisa fazer a análise dos 100 de uma só vez, pois isso encarece o projeto e muitas vezes dificulta a realização das ações e o resultado é a frustração, o gasto de mais dinheiro para dar conta das ações geradas e a falta de espaço na gaveta do escritório, já que o trabalho não anda, e a análise acaba esquecida.

 

Comece trabalhando com 20% dos seus postos.

 

Nesse exemplo que eu dei dos 100 postos, identifique os 20 mais críticos e peça um orçamento para analisar somente esses. Utilizando um raciocínio lógico, matemático e com base no conceito de Pareto, você estará economizando de cara 80% do seu budget e se a escolha dos 20 postos for bem feita, você poderá resolver até 80% dos problemas de Ergonomia da empresa.

 

Para você ter uma ideia de valores praticados no mercado, uma análise ergonômica de 100 postos de trabalho sai entre: R$ 30.000,00 e R$ 40.000,00. Essa mesma empresa investiria de R$ 7.000,00 a R$ 10.000,00, para fazer o trabalho considerando 20% dos postos que realmente trazem problemas e que se forem resolvidos, chegam a resolver 80% do problema.

 

Como escolher os 20% que resolveram 80% dos problemas da sua empresa.

 

  1. Levante junto ao departamento médico da empresa quais os setores com mais afastamentos por motivos ortopédicos. Se não tiver softwares ou planilhas com esses dados estatísticos prontos, use uma folha de papel e uma caneta Bic. Você vai levar uma semana para compilar todos os dados que precisa.

  2. Levante junto ao RH quais os setores estão com os piores índices de afastamento, absenteísmo e rotatividade (turnover), e comece por esses setores.

  3. Utilize os indicadores de acidentes e incidentes. Existem estudos que relacionam os problemas ergonômicos com o número de acidentes de trabalho.

  4. Eleja um ou mais postos onde existam projetos grandes em andamento, envolvendo qualidade ou produção. Comece por eles, pode ser que não sejam os mais críticos, pelo contrário, mas as pessoas costumam olhar com mais atenção para esses setores e geralmente existem verbas pressionadas para investimentos nessas áreas.

  5. Se a sua empresa utiliza questionário de desligamento ou coisa do tipo, procure levantar quais setores possuem mais queixas por parte dos funcionários, esse dado pode ser qualitativo.

 

Essas são algumas das inúmeras maneiras de você eleger quais os postos prioritários para iniciar sua análise ergonômica.

 

A grande vantagem, do ponto de vista administrativo, de se fazer uma análise ergonômica por prioridade, além da economia de até 80% no valor investido, é que você terá em pouco tempo, uma análise para apresentar a auditores e fiscais e um plano de ação para iniciar as melhorias. Ou seja, em cerca de 90 dias, você já saiu da estaca zero, não está mais descumprindo a norma, e já começou a resolver os verdadeiros problemas.

 

 

As vezes um problema resolvido agora elimina o risco que estava sendo replicado nos 100 postos. Quando você mostra isso de forma clara, com fotos, gráficos e tudo mais, qualquer auditor vê seu trabalho com bons olhos. Caso seja preciso fazer a análise de mais postos, você consegue negociar prazos justos e fica mais fácil justificar o investimento junto a alta administração, gerência e diretoria. Pois, os resultados já são concretos.

 

Encare o trabalho como um sistema de gestão e não como um documento para cumprir a legislação.

 

O conceito de valor/preço é relativo: Se você paga R$ 10,00 em algo que não lhe servirá para nada, você estará pagando caro!

 

Com a Ergonomia não é diferente. Se você paga R$ 1.000,00 em uma Análise Ergonômica que vai ser esquecida na gaveta, você está pagando caro, está jogando mil reais no lixo.

 

Já que é para fazer, que seja feito um trabalho com resultados. Antes de pedir dinheiro para o chefe, como um menino de 12 anos pede dinheiro para o pai para comprar o novo jogo do PS4, mostre resultados e deixe claro que você consegue fazer mais, com menos.

 

Você fez a análise dos 20 postos mais críticos, agora é a hora de criar indicadores, métricas, plano de ações, Kaizen, gestão à vista. Todos os departamentos da empresa funcionam assim, por que com a Ergonomia é diferente? Isso não custa nada, a não ser tempo e dedicação.

 

Exemplo de indicadores que você pode criar

 

A análise Ergonômica dos 20 postos geraram 20 ações que você precisa trabalhar. Todo mês você verifica o número de ações realizadas e divide esse número pelo total.

 

Exemplo:

 

Em março de 2014, primeiro mês, foram feitas 2 ações das 20 pendentes, logo seu indicador é de 10% de ações concluídas… E assim por diante, simples, prático e útil.

 

Agora, responda a essas perguntas:

 

  1. Esses 10% resultaram em quantos reais (R$) de investimento?

  2. Quantas horas homens foram geradas a partir de treinamentos referentes aos novos procedimentos ou nas mudanças realizadas no setor?

  3. A melhoria referente aos 10% de ações realizadas teve interferência nos indicadores de produção ou qualidade na reunião de resultados mensal?

  4. Houve uma redução nas queixas do ambulatório médico da empresa depois da implantação dessas melhorias?

  5. Quantos reais (R$) a empresa vai deixar de pagar caso seja fiscalizada, conforme prevê as NRs 17 Ergonomia e 28 Fiscalização e Penalidades?

 

Talvez, no primeiro mês você não veja os resultados concretos, o payback, mas depois de 3, 6 ou 12 meses, com certeza a coisa muda. Já no primeiro mês você estará mostrando controle e gestão e isso valoriza qualquer trabalho e consequentemente qualquer profissional.

 

Não espere para fazer alguma coisa quando for auditado.

 

Esse é o maior erro dos gestores, principalmente no Brasil. Enquanto ninguém cobra as pessoas vão empurrando com a barriga.

 

O resultado dessa prática é o encarecimento do orçamento, qualquer projeto com prazo para ontem custa mais caro, você perde qualquer poder de negociação, seja com relação aos prazos ou valores. É só olhar para o exemplo dos estádios da copa.

 

Com um prazo reduzido a 1/3 do que seria aceitável, é óbvio que o trabalho não sairá com a mesma qualidade, e muitas vezes isso gera retrabalho.

 

Você apresentar um trabalho ao auditor que está em andamento, tem cronograma conforme um critério de priorização, tem indicadores que são atualizados todos os meses, tem plano de ação é bem diferente do que não ter nada para apresentar. Qualquer auditor ou fiscal encara isso com bons olhos, pois percebe que a coisa está sendo cuidada, e que a empresa e os seus profissionais estão fazendo a coisa certa.

 

“Insanidade é fazer sempre a mesma coisa, várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente”. A.Einstein

 

Para que você possa trabalhar a Ergonomia sob a forma de gestão, você precisa mais do que uma Análise Ergonômica que atenda a NR 17. Você precisa de:

 

  1. Indicadores de evolução.

  2. Conclusão quanto a existência ou não de risco ergonômico.

  3. Plano de ações com prioridade.

  4. Resultados das ferramentas ergonômicas utilizadas.

  5. Campo para follow up.

  6. Registros fotográficos ou filmes.

  7. Técnicas de fotogrametria que garanta resultados mais precisos.

 

Essas são algumas características de uma análise ergonômica que fornece dados para um sistema de gestão. Para saber mais sobre como fazer uma análise ergonômica que funcione, baixe nosso e-bookgratuitamente, vai aqui!

 

Agora não tem mais desculpa para começar seu Sistema de Gestão de Ergonomia. Aproveita que estamos no início do ano e comece agora mesmo.

 

Quando chegar em dezembro você prefere planejar o budget para iniciar a análise ergonômica de 2015 ou agendar uma reunião com a Diretoria para apresentar os resultados de 2014, e ai? Qual vai ser a sua escolha?

 

Se você quiser um orçamento dos principais 20% que darão início a essa revolução vai aqui: contato Ergotríade.

É isso ai, vamos pra cima!

 

 

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