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Como utilizar corretamente o banco semi-sentado

Banco semi-sentado, banco ortostático, banco ergonômico, meio banco, banco de apoio, essas são as diferentes maneiras pelo qual esse tipo de assento é conhecido. 

 

O banco semi-sentado é um equipamento utilizado para apoiar as nádegas quando o trabalho não pode ser feito sentado, seja por limitações físicas do local ou particularidades da tarefa. Em breve vamos fazer uma aula falando só sobre posturas e a ergonomia. Se você ainda não leu o artigo onde falamos sobre trabalho em pé e o uso do tapete ergonômico leia.

 

Essa postura de trabalho, meio sentada, meio em pé, permite descansar as pernas e também a coluna. Mas, para que isso funcione, o banco precisa estar bem regulado.

 

A primeira coisa que precisa ficar clara, em relação ao banco semi-sentado, é que ele não substitui a cadeira. Postos onde o trabalho pode ser feito sentado devem contar com cadeiras adequadas às exigências das normas técnicas e as características individuais dos usuários (não existe 1 modelo ideal de cadeira que atenda 100% das pessoas).

 

O banco semi-sentado vai funcionar muito bem em postos de trabalho com as seguintes características:

 

a) Onde não haja espaço suficiente para acomodar os membros inferiores.


b) Locais onde o trabalhador precisa movimentar-se constantemente, tendo que se levantar mais do que 8 vezes por hora.


c) Em tarefas que exijam reação rápida como o trabalho de um vigilante, por exemplo.


d) São movimentadas cargas com peso entre leve e moderada.

 

Mais uma vez, como sempre ressaltamos, o ideal é entender a atividade como um todo, analisar o sistema por onde começa o processo – de onde vem (Suppliers) – suas entradas (Inputs) – o processo que é executado em si (Process) – a saída (Outputs) – e onde termina (Customers). Essa visão faz parte do conceito SIPOC, em breve vamos escrever um artigo sobre a visão da Ergonomia dentro desse conceito.

 

A forma mais eficiente e eficaz de conhecer as características ergonômicas de um processo é através de uma AET – Análise Ergonômica do Trabalho.

 

Muitas vezes um equipamento ou procedimento de trabalho não é bem aceito pelos operadores, ou por que não houve o envolvimento e a validação da parte deles ou por interferência das atividades que acontecem na periferia do posto onde determinada mudança está sendo proposta.

 

Antes de comprar o banco, certifique-se que você seguiu as seguintes etapas, ou pelo menos pense sobre elas:

 

1. Tenha uma AET do posto onde você pretende disponibilizar o banco semi-sentado.


2. Peça sempre um ou mais modelos para teste.


3. Solicite junto ao fabricante os certificados ou especificações que comprovem o atendimento aos conceitos ergonômicos.


4. Disponibilize o equipamento para que uma amostragem significativa de pessoas possam avaliar características de uso como: conforto, segurança, durabilidade. Membros da CIPA podem ser uma boa opção. Aplique um formulário de teste para validação.


5. IMPORTANTE! Treine tanto as pessoas que irão testar quanto as pessoas que irão utilizar o banco.

 

Abaixo damos algumas dicas que podem fazer parte do treinamento de como utilizar o banco semi-sentado.

 

Como regular corretamente o banco semi-sentado

 

A figura 1, abaixo, mostra a regulagem ideal do banco semi-sentado:

 

A base do assento deve estar inclinada entre 15 e 30 graus e a altura entre 65 e 85 cm respeitando o tamanho da pessoa.

 

Por exemplo: uma pessoa com 1,70 m deve manter o banco, mais ou menos, em 75 cm.


Já as pessoas mais baixas devem usá-lo próximo de 65 cm e as mais altas em 85 cm.


A regra prática é que a parte frontal do assento deve tocar as nádegas logo acima da coxa, mantendo as pernas levemente flexionadas, quase retas, como mostra a figura 1.

 

É errado usar o banco semi-sentado como cadeira, pois ele não foi projetado para isso. Usá-lo assim, como mostra a figura 2, poderá causar dificuldade e desconforto. E esse fator, segundo a nossa experiência, é o principal motivo pelo qual as pessoas simplesmente abandonam o uso após poucos dias. Não entender de forma clara para qual finalidade o equipamento deve ser utilizado.

 

Escrito por:

Rodrigo Cirino de Souza, sócio co-fundador da Ergotríade, é Engenheiro de Produção e Comunicador Social.
e
Omar Alexandre Ferreira, sócio fundador da Ergotríade, é Fisioterapeuta do Trabalho, Engenheiro de Produção e Mestrando em Ergonomia.

Conheça a Ergotríade School, todos os meses aulas novas.


Esse mês vamos falar sobre A Iluminação e a Ergonomia.

 

 

 

®Ergotríade,2016: Este texto pode ser reproduzido para fins educativos, desde que citada a fonte.

 

 

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