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Os 7 pecados capitais da Ergonomia

 

 

Segundo a enciclopédia eletrônica Wikipédia, os 7 pecados capitais tratam das condições humanas e dos seus vícios. Apesar de serem anteriores ao cristianismo, eles foram utilizados pela igreja católica como forma de controlar, educar e proteger seus seguidores daquilo que seriam instintos básicos do ser humano. Assim, a igreja classificou os pecados em dois grupos: os perdoáveis e aqueles que mereciam castigos. A esses últimos deu-se o nome de “pecados capitais”.

 

De lá para cá, os 7 pecados se tornaram extremamente populares, sendo amplamente difundidos nas artes e no cotidiano humano. Mas, o que eles tem a ver com a Ergonomia?

 

Nesse artigo fizemos uma ligação entre atitudes observadas no dia a dia das empresas, mostrando que muitas ações dependem apenas da atitude das pessoas, sem envolver investimento ou grandes projetos.

 

Gula

Na ergonomia o guloso é aquele funcionário que trabalha sempre em ritmo acelerado; faz horas extras sem moderação; assume tarefas além dos seus limites; busca em primeiro lugar ganhar os prêmios de produtividade. Ou, aquele que sempre carrega mais peso do que pode suportar. Enquanto seus colegas carregam uma caixa, ele carrega três. No final do dia sente-se exausto e, muitas vezes, acaba no departamento médico, sobrecarregando. No fim das contas, seus colegas terão de trabalhar mais para suprir sua falta.

 

Avareza

O avarento é aquele que não ajuda ninguém; que não compartilha, não doa. Faz só o que lhe é atribuído, acaba sobrecarregando toda a equipe e gerando aumento nas perdas de produção, nos retrabalhos e consequentes horas extras.

No escritório, é aquele que detêm os conhecimentos, os atalhos para a resolução dos problemas, mas não compartilha por acreditar que isso garantirá seu emprego e seus rendimentos. Com isso, prejudica e gera dificuldades nos demais, que perdem tempo e energia tentando encontrar as respostas que o cara não quis dar.

 

Ira

O funcionário intolerante, que não aceita as limitações dos colegas e, sobretudo, as suas próprias. Reage sempre mal; é agressivo e acaba gerando problemas para ele e para a equipe. Carrega mais peso do que o recomendado e institui um clima péssimo para se trabalhar. Se for chefe, inevitavelmente vai pressionar seus subordinados a assumirem um ritmo de trabalho acelerado e desbalanceado, gerando sobrecarga e fadiga. É o tipo de cara que está sempre jogando contra o time, que não vê o lado do outro e é evitado por sua agressividade. Acredita que é uma vítima da empresa e dos colegas. Reclama de tudo e sempre torce contra.

 

Inveja

É o sujeito que não faz o que tem que ser feito e critica quem faz. Por exemplo, o cara que não utiliza o EPI e corneta quem usa. Não dá nenhuma ideia para melhorar o trabalho e inveja as ideias dos outros.

 

Preguiça

É aquele funcionário que ao invés de dar dois passos para pegar uma escada que facilitaria o acesso ao nível mais alto de uma estante, prefere apoiar-se nas pontas dos pés e elevar os braços acima do nível da cabeça, aplicando força, sem saber que está prejudicando a si mesmo. Ou então, aquele que assume o sedentarismo como estilo de vida ao invés de se manter ativo fora e dentro do trabalho. Em síntese, é o cara que delega sua segurança a terceiros.

 

Soberba

Esse é o que se acha melhor que todo mundo. Ignora as regras e normas de segurança e contraria as recomendações ergonômicas. Acredita que respeitar as pausas prescritas, participar dos programas de Ginástica Laboral e das palestras em SIPATs, seguir as orientações do técnico, do engenheiro de segurança e do médico do trabalho são bobagens que não servem para nada, a não ser para perder tempo.

 

Luxúria

Bem, esse pecado não chega a ser considerado um pecado ergonômico, a não ser que você assedie a bela educadora física responsável por puxar a Ginástica Laboral na sua empresa… Mas ai, já é um caso para o RH!

 

Vamos pra cima!

Esse artigo foi produzido pelo Fisioterapeuta Omar Alexandre e pelo Publicitário Rodrigo Cirino.
Ilustrações: Rodrigo Cirino.
®Ergotríade, 2013: Este texto pode ser reproduzido para fins educativos, desde que citada a fonte.

 

 

 

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