© 2018 por Ergotríade Gestão de Ergonomia

  • Facebook App Icon
  • YouTube Social  Icon

Os 20% das causas que geram 80% dos problemas

July 28, 2016

 

 

Um dos maiores equívocos dos profissionais que estão por traz da gestão de saúde e segurança das empresas é não trabalhar por prioridade.

 

Não por falta de competência, alguns até são, mas o fato é que a rotina do dia-a-dia e o grande número de normas e procedimentos somados à falta de informação adequada que ajude na tomada de decisão faz com que os caras desperdicem tempo, dinheiro e energia em coisas que acabam não solucionando, de fato, o problema.

 

Sair resolvendo um monte de pendências, dando baixa em um monte de ações, não é sinônimo de eficiência, muito menos de eficácia.

 

Há 10 anos, os profissionais da área de segurança de uma empresa, fosse ela de pequeno ou grande porte, eram responsáveis por fazer quase tudo: Ministrar treinamentos, elaborar laudos e procedimentos, liberar trabalhos de risco, pintar placas de sinalização, sem contar os serviços agregados que não tem nada a ver com a área técnica, como portaria e limpeza. Algumas empresas ainda tem essa mentalidade. Mas, mesmo essas, hoje contratam profissionais ou consultorias para atender às demandas específicas. A terceirização não é exclusividade do SESMT, mas se tornou indispensável contar com a ajuda de especialistas.

Além de sair mais barato, do conhecimento agregado, a principal motivação para a contratação de mão de obra especializada é a gestão do tempo. Há 10 anos não se falava de gestão. OHSAS 18.000, ISO 14.000, programas integrados, SAP, tudo isso demanda tempo e dedicação. Seja um médico do trabalho, engenheiro ou técnico de segurança, hoje o perfil desses cargos requerem muito mais a função de gestores do que executores. E é ai que a coisa toda começa. O laudo, o relatório da auditoria, tem o objetivo de apontar para esses profissionais o caminho das pedras.

 

Um documento decente tem que dizer no mínimo: quais são os riscos presentes nos postos de trabalho conforme as atividades desempenhadas; a classificação desses riscos, se são pequenos, médios ou grandes e um plano com as ações que eliminem os riscos, ou, no mínimo, mitiguem-os.

 

A dica para resolver 80% dos problemas da empresa, é atacar 20% das causas com maior recorrência ou que atinjam o maior número de pessoas, que envolva o maior tempo de exposição ou, resumindo, o risco que apresente o maior resultado da multiplicação entre a probabilidade e a consequência.

 

A teoria de Pareto ou curva ABC é extremamente útil nesse caso.

Após realizar a análise ergonômica dos postos de trabalho, procure criar categorias, como mostrado no exemplo a seguir. A partir dai é só agrupar as ações conforme cada categoria e identificar as relações de percentual.

 

Veja o exemplo abaixo:

 

 

 

Veja a representação desses dados no gráfico de Pareto:

 

Todas as ações propostas são agrupadas em categorias e ordenadas no eixo X, ao passo que o número de ações em cada uma dessas categorias é

representado no eixo Y. As duas primeiras categorias juntas somam 80% das ações, ou seja, atacar os problemas com levantamento e transporte de materiais e mobiliário dos postos de trabalho irá resolver 80% do problema da empresa.

No eixo Y da direita são demonstradas as frequências acumuladas, dando o entendimento exato de quantos por cento representam as classes ao passo que se acumulam.

 

 

Nossa experiência mostra que algumas causas de riscos ergonômicos costumam coincidir, se tornando recorrente dentro dos processos, como por exemplo, os desarranjos físicos que geram movimentações em grandes distâncias, ou os objetos acondicionados diretamente sobre o piso que ocasionam o trabalho com flexão do tronco.

 

Quando você organiza essas informações em planilhas e gráficos, é como se estivesse separando várias caixas e identificando-as com uma etiqueta. É muito mais fácil atacar os problemas dessa forma. Ao trabalhar os 20% de um determinado item você resolve 80% dos problemas relacionados com este fator.

Imaginem a quantidade de postos que trabalham com os objetos sobre palete ou diretamente sobre o piso, ao invés de estarem em uma mesa pantográfica, plataforma, ou simples suporte a 75 cm do piso.

 

“Eficiência é fazer o que tem que ser feito. Eficácia é fazer o que tem que ser feito obtendo resultados.”

 

E você? Como trabalha as inúmeras ações que aparecem todos os dias?

 

Nossa Missão é gerar conhecimento que ajude você a tomar melhores decisões. Foi para isso que viemos!

 

 

Please reload

Posts Em Destaque

A Engenharia da Ergonomia - Parte 1

September 6, 2017

1/3
Please reload

Posts Recentes