50 melhorias ergonômicas por menos de R$ 500,00

July 28, 2016

Sempre que apresentamos um plano com recomendações e/ou sugestões de ações ergonômicas a reação das pessoas é a mesma: “Como não havíamos pensado nisso antes? Mas, é simples assim? Custa só isso?”.

 

Segundo a nossa experiência e conhecimentos adquiridos a partir de inúmeros trabalhos realizados ao longo de 10 anos em mais de 50 empresas de diferentes ramos de atividade, 80% das ações envolvendo melhorias ergonômicas, custam menos que R$ 500,00, sendo que muitas tem custo zero e os outros 20% não fogem muito desta margem.

 

Além do baixo custo com os investimentos, os ganhos refletem também na qualidade, segurança e produtividade dos processos dentro das empresas.

Então vamos lá, vejamos as 50 melhorias ergonômicas que você pode implantar gastando menos de R$ 500,00:

 

 

 

Áreas industriais

 

1. Elevar a distância vertical da carga em relação ao piso a, no mínimo, 0,75 m;

 

2. Treinar os trabalhadores quanto às posturas no levantamento de cargas: pegar a carga de frente, sem girar o tronco, próximo ao corpo, com as duas mãos e com a coluna ereta;

 

3. Formalizar em Ordem de Serviço o limite máximo de levantamentos, sendo: 01 levantamento a cada 0,2 minuto (ideal), ou o mais próximo deste número, com duração contínua inferior a uma hora;

 

4. Preferir embalagens com alça (ideal), ou que permitam o encaixe das mãos. Não sendo possível, use caixas ao invés de sacos. Pois, no caso dos sacos, o baricentro se desloca tornando a carga instável dificultando o trabalho;

 

5. Acondicionar cargas mais pesadas na altura da linha da cintura;

 

6. Manter caixas elevadas e inclinadas a 45º de forma a evitar o trabalho com o tronco fletido;

 

7. Delimitar a altura máxima de estocagem abaixo da linha dos ombros (1,40 m de altura);

 

8. Manter scanners de verificação de códigos no plano horizontal;

 

9. Alterar o posicionamento de válvulas e registros de forma a respeitar os limites da área de alcance dos trabalhadores, evitando posturas ergonomicamente incorretas;

 

10. Disponibilizar binóculos em atividades onde o trabalhador tenha que fazer inspeções/verificações visuais em objetos muito altos;

 

11. Adotar capacetes sem aba frontal nas atividades em que se exija visão do campo superior do trabalhador;

 

12. Aumentar o braço de alavanca em atividades que exijam aplicação de força, desde que essa permaneça dentro das áreas de alcances ideais;

 

13. Preferir escadas convencionais ao invés de escadas tipo marinheiro;

 

14. Disponibilizar assentos sempre que a atividade puder ser realizada sentada;

 

15. Armazenar objetos de uso ocasional acima da linha dos ombros ou abaixo da linha da cintura e aqueles de maior saída entre a linha dos ombros e a cintura;

 

16. Pintar o telhado da empresa com tinta branca ou mais clara possível diminuindo a absorção do calor do sol;

 

17. Adotar o uso de ventiladores em locais onde a temperatura ambiente seja inferior a 29ºC;

 

18. Substituir calças e camisas confeccionadas em brim, por bermudas e camisetas de algodão;

 

19. Organizar o trabalho de modo a realizar as coletas (picking) em mezaninos ou partes altas no período da manhã, deixando o trabalho nas áreas mais arejadas para o período da tarde quando o calor costuma ser maior;

 

20. Trocar o mandril tradicional das furadeiras e parafusadeiras por modelos de engate rápido, que permitem a troca da broca de maneira mais rápida e sem esforço;

 

21. No uso de furadeiras e parafusadeiras, utilizar cabos retos em planos horizontais e cabos tipo pistola em planos verticais;

 

22. Fazer uma abertura na parte frontal de mesas e bancadas, de forma a facilitar a aproximação do trabalhador à máquina ou equipamento;

 

23. Utilizar estrados para adequar o posto de trabalho onde o trabalhador tenha baixa estatura;

 

24. Utilizar luminária portátil em postos onde a iluminância esteja abaixo do recomendado;

 

25. Utilizar holofotes na parte de cima de galpões e áreas extensas onde a iluminação esteja abaixo do ideal;

 

26. Adaptar dobradiças ou trilhos que permitam o deslizamento, em guarda corpos que precisem ser levantados para realização de inspeção ou acesso eventual;

 

27. Padronizar cores conforme o mapa mental conhecido pelas pessoas: verde para ligar, vermelho para desligar, amarelo para atenção;

 

28. Utilizar balancins para ferramentas manuais;

 

29. Disponibilizar tapetes antifadiga para os trabalhos realizados o tempo todo em pé;

 

30. Aplicar antiderrapante em pisos lisos e grades vazadas onde haja acumulo de material escorregadio (farinha, gordura, óleo etc.);

 

31. Incluir algumas telhas translúcidas para melhorar a iluminação dos locais de trabalho de forma natural;

 

32. Adotar o uso de biombos de alumínio entre a fonte de calor e o trabalhador;

 

33. Disponibilizar eixo para guardar bobinas de reserva próximo à área de utilização, evitando deslocamentos desnecessários;

 

34. Trocar tampas de concreto das caixas de inspeção, por tampas metálicas mais leves e com alça;

 

35. Repensar o arranjo físico, procurando organizar as máquinas em série, conforme uma sequência lógica, exemplo: recebimento – preparação – corte – montagem – solda – inspeção final – expedição;

 

36. Utilizar a própria empilhadeira ou transpaleteira como forma de ajustar a altura dos paletes evitando posturas inadequadas;

 

37. Substituir paletes de madeira por paletes de papelão que, além de serem mais leves ainda evitam farpas de madeira o que confere mais segurança tanto para o trabalhador quanto para o processo;

 

38. Adequar o mobiliário de modo a manter o campo de visão em atividades de precisão próximo da linha mamilar (altura dos olhos);

 

39. Manter a manutenção periódica de transpaleteiras, discos de esmeril, mecanismos de regulação de cadeiras e equipamentos, mantendo um registro dessas atividades;

 

40. Utilizar um carrinho para a movimentação de caixas de ferramentas;

Áreas administrativas;

 

41. Utilizar a própria CPU, na horizontal, para ajustar a altura do monitor, sempre que possível, liberando espaço sobre e embaixo do tampo da mesa;

 

42. Preferir os monitores de tela LCD de modo a evitar reflexos no campo de visão do trabalhador;

 

43. Organizar mesas adjacentes às janelas;

 

44. Aplicar película de controle solar (insulfilm) em janelas;

 

45. Disponibilizar kit com suporte para laptop, mouse e teclado externo;

 

46. Adotar o uso de suporte para documentos nas atividades em que é necessária a leitura enquanto se digita;

 

47. Disponibilizar aparelho de headset para pessoas que precisam falar ao telefone enquanto digitam;

 

48. Arredondar ou adaptar suporte em mesas com canto vivo;

 

49. Adotar o uso de teclado numérico externo, independente do teclado convencional, em atividades que demandam o uso deste recurso com frequência elevada;

 

50. Estimular o revezamento do mouse entre as mãos esquerda e direita.

 

E você tem alguma dica? Deixe seu comentário.

 

Texto escrito pelo Ft. Omar Alexandre. Para saber mais sobre a formação, clique aqui!

® Ergotríade, 2013: Este texto pode ser reproduzido para fins educativos, desde que citada a fonte.

 

 

Please reload

Posts Em Destaque

A Engenharia da Ergonomia - Parte 1

September 6, 2017

1/3
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags